Amesterdão, na Holanda, vai fechar cerca de 20 por cento dos cafés onde é permitida a compra de marijuana, por se encontrarem perto de escolas, anunciou sexta-feira o presidente da Câmara da cidade.
Cartas foram enviadas para 43 cafés-lojas localizados a 250 metros de uma escola informado-os de que teriam de estar fechados no fim de 2011.
Os Municípios de Roosendaal e Bergen-op-Zoom, próximos da fronteira belga, anunciaram também o encerramento dos seus oito cafés-lojas de marijuana mas para evitar a má vizinhança de "turistas da droga".
A Holanda descriminalizou, em 1976, o consumo e a posse de menos de cinco gramas de marijuana, cuja venda é autorizada em cafés-loja com uma licença especial.
Contudo, o cultivo e a venda em larga escala, que servem para abastecer os 700 cafés-loja do país, estão proibidos.
Na sexta-feira, 30 autarcas holandeses, reunidos em Almere, perto de Amesterdão, apelaram ao governo para que autorize projectos-piloto de cultivo da canábis, que acabem com a criminalidade organizada que se esconde atrás do abastecimento dos cafés-loja.
"É necessário passar à regulação e ao controlo da produção e da venda" da canábis, declararam os autarcas num comunicado.
De acordo com um estudo, a maioria dos presidentes de Câmara dos 106 concelhos holandeses onde estão instalados cafés-loja de marijuana é favorável à legalização da produção e venda de canábis.
O presidente da Câmara de Eindhoven, Rob van Gijzel, anunciou no encontro de Almere que tenciona autorizar no seu município um local de produção de canábis para os cafés-loja aos quais foram concedidas licenças de abertura.
A reunião de Almere foi promovida pelo presidente da Câmara de Maastrich, Gerard Leers, que pretende transferir os sete cafés-loja do centro da cidade para a fronteira belga, a fim de evitar os prejuízos causados pelos "turistas da droga" belgas e franceses.
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Sábado, Novembro 22, 2008
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